Ui, o Mauro Cezar me bloqueou!
Antes informando, para quem não o conheça: Mauro Cezar Pereira é comentarista de futebol (e também de automobilismo) da ESPN Brasil. É também o reserva de luxo de José Trajano do “Linha de Passe”, uma das mais tradicionais e qualificadas mesas-redondas esportivas do País.
Foi na cadeira desse programa que, na última segunda-feira, 30, ao falar sobre o confronto entre Atlético Mineiro e Goiás, pela Copa do Brasil, Mauro Cezar fez o que a maioria dos comentaristas fazem: analisam o time de maior tradição e pegam o que tiver de lugar comum sobre o time menos conhecido. No caso, óbvio, o clube goiano.
Citando as dificuldades que o placar de 2 a 0 no jogo de ida impunham ao Atlético Mineiro, ele frisou que era complicado para o Galo perder a vaga para um “time de Série B” e com “um uniforme horroroso”.
Não resisti a postar no Twitter um comentário sobre o comentário: “Entre os argumentos do @MauroCezarESPN para diminuir o Goiás, está o uniforme “horroroso” que homenageia a bandeira. Argumentação socrática.” Postei e fui dormir.
Já tinha me esquecido quando esta noite fui conferir o Twitter e lá estava a resposta do Mauro (quanta honra…) ao meu pitaco: “Caro quem diminuiu o Goiás? Se achas belo o uniforme, ok. E acho bem feio. Posso?”
Claro que pode, Mauro. E o uniforme é mesmo de gosto discutível. Só que o que você discutia era se o Atlético passaria pelo Goiás. Uniforme não influencia nisso. E foi isso que respondi a ele, completando ao esmeraldino Riba, que acompanhava a conversa. “Hoje, a única coisa que Mauro Cezar e a maioria dos comentaristas de SP/RJ sabem do Goiás é que está na Série B. E o uniforme.”
O Mauro voltou à conversa, para acrescentar: “E, convenhamos, (isso) é mais relevante do que Harlei, Egídio, Toloi, Thiago Humberto, Iarley…” E para completar: “Antes do block, tu és chato demais, vou lhe ensinar algo: aquilo foi apenas um detalhe destacado, não o foco principal”.
Obrigado pela lição, Mauro. Mas não precisava “ensinar” o beabá do eixocentrismo: claro que o Goiás era “apenas um detalhe destacado” e “não o foco principal” (Atlético Mineiro).
Aproveitando a abertura didática que você concedeu retribuo-lhe, de colega para colega, algo que talvez você possa aprender (e apreender) para falar menos abobrinha da próxima vez que for comentar sobre o Goiás
é um time com valores individuais limitados (claro que não a ponto de serem menosprezados, como você quis fazer ao citar os nomes dos jogadores), mas com um dos melhores conjuntos do futebol brasileiro atual;
vem superando certas falhas defensivas, principalmente depois do retorno do volante Amaral, que está em uma ótima temporada e é um dos artilheiros da equipe;
não leva gols a três jogos;
tenta valorizar a posse de bola e não tem ninguém fixo no ataque;
comete pouquíssimas faltas e não teve nenhum jogador expulso este ano.
Espero ter ajudado, caro Mauro. Quanto ao block… tem problema, não, quando eu quiser te ler, é só dar um “logout” e digitar “www.twitter.com/MauroCezarESPN.
Antes informando, para quem não o conheça: Mauro Cezar Pereira é um comentarista de futebol (e também de automobilismo) da ESPN Brasil. É também o reserva de luxo, com todos os méritos, de José Trajano do “Linha de Passe”, uma das mais tradicionais e qualificadas mesas-redondas esportivas do País.
Foi da cadeira desse programa que, na última segunda-feira, 30, ao falar rapidamente sobre o confronto entre Atlético Mineiro e Goiás, pela Copa do Brasil, que Mauro Cezar fez o que a maioria dos comentaristas fazem: buscam analisar o time de maior tradição e pegam o que tiver de lugar comum sobre o time menos conhecido. No caso, óbvio, o clube goiano.
Citando as dificuldades que o placar de 2 a 0 no jogo de ida impunham à equipe de Minas, ele frisou que seria complicado para o Galo perder a vaga para um “time de Série B” e com “um uniforme horroroso”.
Não resisti a postar no Twitter um comentário sobre o comentário: “Entre os argumentos do @MauroCezarESPN para diminuir o Goiás, está o uniforme ‘horroroso’ que homenageia a bandeira. Argumentação socrática.” Postei e fui dormir.
Já tinha me esquecido do fato quando esta noite fui conferir o Twitter e lá estava a resposta do Mauro (quanta honra, não?) ao meu pitaco: “Caro, quem diminuiu o Goiás? Se achas belo o uniforme, ok. E acho bem feio. Posso?”
Claro que pode, estressado Mauro. E o uniforme é mesmo de gosto discutível (aqui mesmo no Blog, a gente discutiu e polemizou). Só que o que você discutia, se se lembra, era se o Atlético passaria pelo Goiás. Uniforme não influencia nisso. E foi isso que respondi a ele, complementando depois ao tuiteiro esmeraldino Riba, que acompanhava a conversa: “Hoje, a única coisa que Mauro Cezar e a maioria dos comentaristas de SP/RJ sabem do Goiás é que está na Série B. E o uniforme.” Creio que não menti nem inventei nada.
Foi quando o Mauro voltou à conversa, para acrescentar: “E, convenhamos, (saber isso do Goiás) é mais relevante do que Harlei, Egídio, Toloi, Thiago Humberto, Iarley…” E, para completar: “Antes do block*, tu és chato demais, vou lhe ensinar algo: aquilo foi apenas um detalhe destacado, não o foco principal”.
Obrigado pela lição, Mauro. Mas não precisava ser tão radical, hein? Nem precisava “ensinar” o beabá do eixocentrismo: a gente já sabe que, em relação ao foco principal (no caso, o Atlético Mineiro), o Goiás será sempre “apenas um detalhe destacado”.
Aproveitando a abertura à didática que você concedeu, retribuo-lhe, de colega para colega, algo que talvez possa colaborar contigo (não me atrevo a dizer “algo que você talvez possa aprender”) para falar menos abobrinha da próxima vez que for comentar sobre o Goiás:
- é um time com valores individuais limitados (claro que não a ponto de serem menosprezados, como você quis fazer ao citar os “irrelevantes” jogadores), mas com um dos melhores conjuntos do futebol brasileiro atual;
- vem superando certas falhas defensivas, principalmente depois do retorno do volante Amaral, que está em uma ótima temporada e, pasmem nós todos, é um dos artilheiros da equipe;
- não leva gols a três jogos;
- tenta valorizar a posse de bola e não tem ninguém fixo no ataque;
- comete pouquíssimas faltas e não teve nenhum jogador expulso este ano;
- tudo isso sob a batuta de Enderson Moreira, que está no clube há sete meses e tem feito um trabalho excelente.
Espero ter ajudado, caro Mauro. Mas e o “block”, com a justificativa de que o interlocutor “é chato demais”, quando este apenas lhe faz uma crítica irônica? Ui… não combina muito com a dialética das ideias, próprias da comunicação e especificamente da análise esportiva, meio em qual atua você – aliás, um profissional que usa e abusa da ironia, como na feliz expressão “pênalti à brasileira”, que você cunhou.
Ironia e Twitter andam juntos, como você sabe (e usa). Então, é preciso separar isso de insultos e ofensas em geral para não correr o risco de ser o menino chorão do jogo. Afinal, como diz o neoditado, se não sabe “brincar”, é melhor não descer para o playground.
Ui, fui bloqueado? Então quando eu quiser ler você, é só dar um “logout” e digitar www.twitter.com/MauroCezarESPN. Apesar da sua alta intolerância e do menosprezo ao que não é “grande” (ou seja, o que seja do eixo Rio/SP/MG/RJ), é tarefa da minha profissão acompanhar quem faz jornalismo esportivo. E você, querendo eu ou não, é uma das referências nacionais.
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* Gíria para o ato de fechar o acesso ao próprio Twitter para outra pessoa, no caso o “bloqueado”.
ARAUJEANAS
***** O atacante Richely é o típico reforço da era Enderson Moreira. E, se é assim, não há por que criticar, já que o índice de acerto nas últimas contratações está acima de 60%.
***** O fato de jogar em um estádio novo como o Independência, mesmo que em Belo Horizonte, pode não prejudicar tanto o Goiás. É que as referências (gramado, campo visual etc.) serão novas para ambos os lados. O fator “jogar em casa”, a favor do Galo, vai ficar apenas no aspecto psicológico.